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Mercado Imobiliário 2026: o que a queda da Selic muda para quem quer comprar ou vender

O mercado imobiliário brasileiro fecha 2025 em ritmo forte e projeta um 2026 ainda mais aquecido, à medida que o ciclo de cortes na Selic se consolida. Reunimos abaixo dados de fontes especializadas do setor — sem invenções — para mostrar exatamente o que está acontecendo e o que esperar.

Selic em queda: o que isso significa na prestação

A Selic encerrou 2025 em 15% ao ano. As projeções para o fim de 2026 variam entre 12% e 13%, com início do ciclo de cortes previsto para o primeiro trimestre do ano. Segundo a Tarjab, cada ponto percentual de redução nos juros gera uma queda de 7% a 8% no valor da parcela mensal do financiamento — o que significa que uma redução de 3 pontos percentuais pode reduzir as prestações em mais de 20%.

O impacto vai além do bolso individual: de acordo com a Credaluga, cada ponto percentual a menos na Selic pode incluir aproximadamente 160 mil novas famílias no mercado de financiamento imobiliário.

2025 já fechou em alta

Os números de 2025 mostram um setor em expansão consistente:

  • 453.005 unidades residenciais foram lançadas no ano, alta de 10,6% frente a 2024 (Credaluga)
  • No primeiro semestre, os lançamentos cresceram 31,9% em volume e 34,6% em valor na comparação anual (IBRESP)
  • As vendas no mesmo período avançaram 6,9% em volume e 5,9% em valor
  • O programa Minha Casa Minha Vida cresceu 15% em volume e 16,5% na comercialização de unidades, com orçamento 18% maior para 2026

Crédito imobiliário deve crescer com força em 2026

Segundo projeções da Abecip citadas pela Credaluga, o crédito imobiliário geral deve crescer 16% em 2026, com financiamentos via SBPE avançando cerca de 15% e operações com recursos livres do mercado de capitais podendo se expandir em até 66%. O teto do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) também subiu de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões, ampliando o acesso a financiamentos em faixas mais altas.

Demanda represada e recorde de intenção de compra

Uma pesquisa da Brain no segundo trimestre de 2025 mostrou que 49% dos brasileiros pretendem comprar um imóvel em até 24 meses — recorde histórico da série. Ao mesmo tempo, dados do IBGE mostram que 1 em cada 5 brasileiros vive de aluguel, com aumento de 27% no número de locatários entre 2010 e 2022, e 80% da população entre 25 e 39 anos considera o aluguel uma opção habitacional válida atualmente. É esse contingente que deve migrar para compra à medida que o crédito se abrir.

O interesse por investimento também cresceu: 26% das compras de imóveis no quarto trimestre de 2025 tinham finalidade de investimento, ante 20% em 2024 (Icatu).

O que os compradores estão procurando

Os dados sobre preferência de produto convergem entre as fontes:

  • Imóveis compactos de 1 dormitório lideram a valorização, seguidos por apartamentos de 2 dormitórios em padrão médio
  • Espaços adaptáveis para home office ganham relevância
  • No segmento de alto padrão, cresce a busca por imóveis com 3+ quartos, metragem acima de 150 m², infraestrutura tecnológica e soluções de bem-estar

Sustentabilidade também virou critério de decisão: 66% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por sistemas de energia solar e 56% por sistemas de reuso de água da chuva (Icatu).

Onde a demanda está mais aquecida

Segundo o Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), as três cidades com maior demanda no segundo trimestre de 2025 foram Curitiba, Goiânia e São Paulo. Já a capital paulista viu os lançamentos crescerem 40% no ano, com valorização esperada entre 5% e 8% para imóveis de qualidade em bairros consolidados como Itaim Bibi, Jardim Paulista, Vila Olímpia e Moema — além de novas centralidades como Pompeia, Vila Mariana e Tatuapé (Judice & Araujo). No interior paulista, as vendas de imóveis novos cresceram 26% no primeiro semestre de 2025 (IBRESP).

Tecnologia e novos formatos de investimento

O setor também caminha para mais tecnologia: uso ampliado de inteligência artificial e chatbots no atendimento, avanço da tokenização de imóveis e do Drex (moeda digital do Banco Central), além do crescimento de leilões imobiliários como alternativa de compra com preços abaixo da média (IBRESP).

Resumo: o que esperar de 2026

Com a Selic em queda, crédito mais acessível e demanda represada recorde, o setor deve crescer cerca de 2% — acima da projeção de PIB entre 1,6% e 1,8% (Icatu). Se você está pensando em comprar, vender ou investir, este é um bom momento para simular cenários e entender como essas tendências afetam a sua região. Fale com a equipe da Server Group sem compromisso.


Fontes: Icatu Seguros, IBRESP, Judice & Araujo, Tarjab, Credaluga e Portas.

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